| Tratamento de canal completo, e agora? |
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| Sex, 03 de Dezembro de 2010 19:32 |
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A prevenção da contaminação do sistema de canais entre o fim do tratamento endodôntico e a restauração do dente deve ser uma preocupação primária. É sabido que contaminações são importante causa de futuros problemas em dentes tratados de canal. Portanto, uma restauração imediata deve ser colocada sempre que possÃvel. Quando a restauração imediata não é possÃvel, barreiras devem ser posicionadas nos orifÃcios para evitar a contaminação do sistema de canais por saliva. Materiais adesivos como resina composta ou ionômeros são uma escolha excelente. Irm ou cavit podem ser usados na abertura de acesso, entretanto, o profissional deve estar ciente que restaurações temporárias não previnem fraturas dentárias. O posicionamento imediato de pinos seguido do preenchimento é uma escolha sensata no sentido de manter o espaço dos canais um ambiente livre de bactérias. Saliva contém bactérias e não deve entrar em contato com os canais, daà a impotância do uso so lençol de borracha nessa fase. Principios básicos na restauração de dentes tratados de canal
Pinos O propósito do pino é reter um preenchimento necessário devido a extensa perda de estrutura coronária. Os profissionais devem evitar o uso de pinos quando outras estruturas anatômicas são disponÃveis para reter o preenchimento. Molares podem não precisar de pinos já que o preenchimento pode ser usualmente retido pela câmara pulpar e entrada dos canais. Quando os núcleos são necessários, devem ser posicionados na raiz  distal dos molares inferiores e na palatina em molares superiores , porque os outros canais tendem ser mais finos e curvos. Dentes anteriores com perda extensa de estrutura coronária devem receber pinos já que são sujeitos a forças laterais em função, enquanto dentes posteriores são primariamente sujeito a forças verticais. Premolares requerem julgamento clÃnico devido sua morfologia de transição. O remanescente dentário vai ditar a necessidade de pinos. Para evitar problemas como rasgos laterais da raiz e perfurações de sua concavidade externa, o endodontista deve ser o  responsável pelo preparo de conduto. Vários estudos demonstram que o preparo imediato resulta num melhor selamento apical. Concordâncias relativas aos pinos
Até recentemente, quase todos os pinos eram de metal. Agora são também disponÃveis em cerâmica, resinas e materias de fibras reforçadas. Todos os materias possuem suas vantagens que justificam seu uso, mas também suas desvantagens. Pinos de metal fundidos Por muitos anos eram considerado padrão. Porém em estudos comparativos sua performance fica aquém a de outros tipos de pinos em determinadas situações. Outra desvantagem, é que sua confecção demanda algumas sessões o que aumenta a possibilidade de contaminação do sistema de canal radicular. No lado positivo inúmeros estudos reportam o sucesso a longo prazo de pinos fundidos em ouro. Outro aspecto positivo é a facilidade de remoção. Núcleos metálicos pré-fabricados Estes núcleos tem sido amplamente usados nos ultimos 20 anos. Eles podem ser posicionados rapida e facilmente e um preenchimento é preparado na mesma sessão. São disponÃveis em vários metais alguns deles extremamente fortes permitindo o posicionamento de pinos relativamente finos, o que preserva estrutura radicular. Podem ainda ser facilmente removidos caso necessario. Os pinos pré fabricados são disponÃveis nas formas ativas (rosqueáveis) ou passivas (não rosquáveis). Os pinos passivos são recomendados para a maioria dos casos, entretanto existem algumas recomendações para pinos ativos, principalmente em dentes curtos onde a retenção é mÃnima. Em função dos pinos rosqueáveis possuÃrem maior potencial para causar fraturas dentárias e por serem de mais difÃcil remoção, os pinos não rosqueáveis (passivos) são preferidos para a maioria das situações. Pinos cerâmicos e de zircônio Estes materiais ganharam popularidade por que evitam problemas estéticos em dentes anteriores. A única maneira de removê-los é moendo-os com brocas. Um procedimento entediante e perigoso. A adesão aos materiais de preenchimento pode também ser um problema para os pinos de zircônio. Estes pinos devem ser evitados por que caso seja necessário um retramento ou sua remoção ela pode não ser possÃvel, deixando a cirurgia ou extração como próxima opção . Pinos de fibra A maioria dos pinos de fibra contém fibras de carbono ou quartzo. Estes  pinos possuem um módulo de elasticidade simular à dentina, o que permite que eles se flexionem junto com a raiz quando sob stress. acredita-se que esta propriedade distribua as forças mais suavemente ao longo do dente do que os pinos de metal. Alguns estudos mostraram que os pinos de fibra fortalecem a raiz quando usados em conjunto com cimento resinosos adesivos, e vários estudos reportaram altas taxas de sucesso. Uma preocupação primária sobre os pinos de fibra é o quanto de movimento é permitido ao preenchimento durante a função ou parafunção. Se o pino tem o mesmo módulo de elasticidade da raiz, mas é menor em diâmetro, ele flexionará mais sobre esforço. Isto poderia causar infiltração sob a coroa e o preenchimento. Estudos estão sendo direcionados a esta questão e devem resultar em alguma reengenharia dos pinos atuais. Quando a possibilidade de remoção, o alinhamento das fibras auxilia na manutenção das brocas de remoção na correta direção prevenindo perfurações. Estudos clÃnicos, embora de não tão longo prazo, reportaram altas taxas de sucesso relacionandas a estes pinos. Materiais de cimentação É geralmente aceito que pinos aderidos são mais retentivos que pinos cimentados e providenciam melhor selamento. Entretanto falando de maneira geral, se um pino possui comprimento e forma de resistência adequada, retenção satisfatória e selamento serão obtidos independente do tipo de material usado para a "cimentação". Conclusões Ao planejar e executar a restauração de dentes tratados endodonticamente alguns princÃpios devem ser seguidos.
Lembre-se que tudo que fazemos como dentistas é temporário, com exceção das extrações. Nós executamos os procedimentos com a idea de que os resultados serão duráveis e de longo prazo, porém nenhum deles é "permanente". Nosso plano de tratamento deve portanto, refletir essa realidade. |