| Diagnóstico Endodôntico |
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| Qui, 07 de Abril de 2011 18:35 |
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Processos judiciais relativos a má prática dentária são frequentemente originados da falha de diagnóstico de dores de cabeça e pescoço. Isto não deveria ser surpresa. Acessar um dente errado, acessar um dente quando a dor não é de origem endodôntica , ou a não intervenção quando uma polpa em processo de mortificação causa dor severa , machuca a todos os envolvidos. Mesmo quando o litÃgio é evitado, esse erros de diagnósticos causam danos a relação doutor-paciente irreversivelmente , frequentemente causando a perda de um valioso paciente. Nossos pacientes esperam e demandam que se nós não podemos diagnosticar seu problema , nós os indicaremos para alguém que possa. A significante perda de auto estima associada a esses erros, os quais machucam nossos pacientes, é igualmente ruim ao dentista.
Acima de tudo , lembre-se que o mais importante conceito em diagnóstico de dor é não causar dano, no mÃnimo , nossos pacientes não devem deixar nossos consultórios piores que entraram. Isto significa nenhum tratamento endodôntico desnecessário , nenhum atraso no diagnóstico e nenhum atraso no alÃvio de dor . Construindo o caso Poucos problemas endodônticos podem ser diagnosticados definitivamente com apenas uma evidência. O caminho mais efetivo para se evitar uma falha diagnóstica é insistir em outras evidências antes de começar o procedimento de acesso. O procedimento de diagnóstico usualmente começa e praticamente termina com o acúmulo de informações e documentação. As informações incluem história médica , e tanto a história objetiva quanto a subjetiva da principal reclamação do paciente. Os achados clÃnicos devem incluir exame de tecidos moles com palpação intra e extra oral , radiografias , percussão , mordida , teste de mobilidade , sondagem periodontal , condição da coroa , e claro , resposta a testes de vitalidade . Lembre-se somente clÃnicos que gastam seu tempo para alcançar esses pré-requisitos podem consistentemente separar patologias pulpares de não pulpares e acessar dentes com confiança . A importância da história médica Enquanto a história médica é sempre revista para prevenir problemas de saúde durante o tratamento, o alcance desses achados é muito maior já que inúmeras condições sistêmicas podem manifestar na face trazendo consigo a necessidade de diagnósticos diferenciais . Queixa principal A queixa do paciente deve ser anotada em suas próprias palavras e deve incluir quando a dor começou , sua tendência , seu caráter (severidade e qualidade , moderada , aguda ou prolongada) e mais importante o estÃmulo incitante , caso exista. Esta informação permitirá que testes de vitalidade reproduzam a dor do paciente constituindo assim importante peça de evidência. Exame de tecidos moles A palpação é normalmente um achado útil. As raÃzes de vários dentes estão próximos da superfÃcie cortical vestibular , portanto a palpação pode frequentemente revelar exatamente qual dente possui envolvimento periradicular.
A palpação de músculos mastigatórios é de grande valor quando testes não reproduzem a dor do paciente e quando uma disfunção temporomandibular está sob suspeita . Visão radiográfica Radiografias são nossos olhos no diagnóstico endodôntico. Sem imagens com diferentes angulações e de alta qualidade não temos esperança de um diagnóstico definitivo e esperança de um tratamento previsÃvel . Com a histeria levantada pela mÃdia , é comum pacientes expressarem paranóias sobre os riscos dos raios X . É de grande interesse para a saúde pública dentária educar os pacientes sobre os baixos riscos da radiografia dentária. Dentistas que experimentam dificuldades em explicar aos seus pacientes frequentemente estão despropositadamente preocupados com esses riscos. Como exemplo , poucos dentistas se lembram que a radiação desaparece a pouca distância e consequentemente imaginam o feixe de RX ricocheteando pelo consultório como uma bala de revólver. Lembre-se , quando nos sentimos confortáveis nossos pacientes também se sentirão . Ao contrário de várias pesquisas , evidências de patologias periradiculares podem ser frequentemente vistas logo em seu inÃcio. Na verdade , o espessamento do ligamento periodontal pode ser visto frequentemente apical a polpas vitais inflamadas. Condições periodontais e periapicais , calcificações , curvaturas radiculares , reabsorções, bem como algumas fraturas podem ser entendidas através da imagem radiográfica . Achados clÃnicos Percussão para se definir o caráter de normalidade do paciente em questão , deve-se iniciar o exame sempre em dentes não suspeitos deixando o dente reportado como sensÃvel por último. Os resultados devem ser anotados como leve , moderado e severo. Os testes de mordida são feitos sempre que os pacientes descrevem dor a pressão mastigatória. O uso de sugadores plásticos em função de sua consistência é frequentemente recomendado. Sem estes simples testes pode ser impossÃvel diagnosticar uma fratura coronária em evolução . A mobilidade dentária pode ser classificada como classe I-0,5mm de movimento lateral , classe II- aproximadamente 1,0mm de movimento , e uma mobilidade classe III- indica que o dente possui um movimento lateral ainda maior ou mobilidade vertical no alvéolo. Sondagem periodontal é essencial. Nenhum dente deve ser tratado endodonticamente sem o entendimento da saúde de seu ligamento periodontal. Só assim determinamos se o dente possui um prognóstico suficientemente bom para salvá-lo. A sondagem pode ainda frequentemente mostrar evidências de fraturas verticais da raiz. E por último, juntamente com achados radiográficos de perda óssea a sondagem ajudará no planejamento de casos de lesão de endopério . Testes pulpares Antes de qualquer teste pulpar , os dentistas devem examinar uma radiografia recente , discernir sobre a condição da câmara pulpar (normal , atrésica, com presença de pedras de mineralização , calcificada), sobre a condição restauradora e sobre a aparência periapical e do aparato ligamentar . A partir daà testar baseado nessas referências. Em termos de diagnóstico a resposta mais conclusiva que podemos alcançar em testes térmicos é aquela de duração prolongada ou a que reproduz os sintomas de paciente . A duração varia de limites normais (até 3 segundos), levemente prolongada (5 segundos), e prolongada (5 a 30 segundos). Testes elétricos , de cavidades e de anestesia são pouco auxiliares em diagnósticos endodônticos. Testes elétricos não discernem a vitalidade parcial em dentes multiradiculares. Testes com broca podem dar respostas vitais em dentes parcialmente necróticos devido a mudança na pressão hidrodinâmica. Testes de anestesia não isolam um único dente e podem anestesiar músculos inflamados ao invés de dentes inflamados em caso de dor miofacial . É essencial portanto carregar um saudável ceticismo quando mais de uma evidência não recaia sobre um mesmo lugar. Problemas médicos severos podem se fazer passar por patologias endodônticas e todos nós possivelmente teremos a chance de encaminhá-los ao atendimento médico adequado. Igualmente triste é o nosso paciente desnecessariamente resistir a uma dor de origem endodôntica sob o cuidado de seu dentista. Se você diagnosticar ou encaminhar para o diagnóstico , não importa , seus pacientes terão você como um estimado profissional desde que tenham seu problema resolvido. |