| O uso do laser em Odontologia |
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| Seg, 05 de Julho de 2010 16:09 |
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O uso do laser em odontologia foi sugerido há aproximadamente 35 anos com a vantagem de que a radiação envolvida na geração do laser é não ionizante e não produz os mesmos efeitos dos raios x. Seu uso foi aprovado em várias situações como a remoção de tecidos gengivais doentes, remoção de cáries, no posicionamento de restaurações estéticas, e como método auxiliar a procedimentos endodônticos, como pulpotomias. Aqui nos concentramos nas atribuições endodônticas.
Lasers emitem energia luminosa que interagem com tecidos biológicos como esmalte, dentina, gengiva ou polpa dental. Estas interações são térmicas, quÃmicas (produzem a quebra de aderências quÃmicas teciduais), e acústicas (geração de ondas de stress temporárias que levam a fratura de esmalte e/ou dentina ou cavitação tecidual). Em tratamentos endodônticos, a polpa dental seria removida e as paredes do sistema de canais radiculares alargadas pelo derretimento e solifidicação da dentina. Quando o preparo estiver completo o canal seria obturado, e o laser usado para plastificar e moldar o material obturador ao sistema de canais preparado.O tratamento dos canais radiculares é atualmente executado usando uma combinação de instrumentos manuais e rotatórios para remover tecidos moles, limpar o espaço radicular, bem como gerar formatação e escultura deste espaço para receber o material obturador, geralmente Gutta Percha. Este Material biocompatÃvel é então posicionado com cimento usando instrumentos manuais especiais para assegurar o completo selamento dos canais. Tudo isto é executado pelo endodontista com margens de sucesso excepcionais na maioria dos casos. A energia do laser, quando adicionada aos procedimentos endodônticos, apresenta vantagens e desvantagens. Espera-se dos procedimentos endodônticos a limpeza do espaço radicular. Estudos usando dentes extraÃdos inoculados com bactérias mostram que lasers podem reduzir a quantidade de microorganismos. As paredes de canais preparados contém aberturas tubulares que abrigam organismos, e a preparação por si só causa a formação de smear layer. A energia do laser remove o smear layer assim como derrete a dentina das paredes do canal e em seguida solidifica-a fechando as aberturas tubulares. O laser pode ainda auxiliar na solda de materiais dento similares (ainda não produzidos) à s paredes resolidificadas, resultando numa obturação de canal ainda mais densa. As vantagens do uso do laser, porém, são contrabalançadas por várias desvantagens. Os espaços radiculares raramente são retos e com muita frequência curvos em no mÃnimo duas dimensões. As sondas laser só podem limpar uma área no espaço radicular reta e na qual a sonda possa tocar as paredes dentinárias. As sondas são feitas de vidro e não podem ser curvadas para seguir a curvatura natural da raiz. Além disso as interações envolvidas no uso da energia a laser causam aumentos de temperatura. Esta temperatura elevada pode se extender para a superfÃcie externa causando danos ao ligamento e osso levando ao risco de reabsorções por substituição e perda dentária. Portanto, embora eu acredite que chegará o dia em que pulverizaremos instrumentos fraturados, cones de prata, ou quaisquer outros corpos estranhos no interior do canal, o uso do laser só é aprovado como método adicional na remoção de tecidos pulpares em pulpotomias, e mais pesquisas deverão ser realizadas para desenvolver o uso da energia a laser em tratamentos endodônticos. * baseado nas recomendações da Associação Americana de Endodontistas. |